
iPad? Não, obrigado...
Quem já era leitor do FaixaMobi há um ano atrás, acompanhou minha saga atrás um tablet. Comecei com um post chamado Qual o melhor tablet do mercado? e depois fiz uma sequência de posts onde eu pesquisava um tablet: Parte 1, parte 2 e parte 3.
O período das minhas férias em Las Vegas coincidiu com o lançamento do iPad 2 e Motorola Xoom. Embora nenhum dos dois tenha me empolgado muito, eu já tinha colocado na cabeça que precisava de um tablet e acabei comprando o produto da Apple.
Voltando ao Brasil comecei a levar ao iPad para o trabalho, mas raramente utilizava. Eu sempre me atrapalhava com o teclado do iPad e sentia muita falta de um Swype nele. Nessa hora eu já me questionava se não era melhor ter comprado algum outro com Android.
Manipular arquivos do Office era um drama. Testei todos os aplicativos possíveis e imagináveis e acabei comprando alguns deles. Na prática não dava pra confiar em nenhum. Eu editava um arquivo no iPad e quando ia abrí-lo no PC, o arquivo tinha perdido toda a formatação. Com isso, eu só usava o iPad para exibir documentos e nunca pra editar.
Depois desse choque entendi perfeitamente que esse equipamento não era para uso corporativo. Sendo assim, comecei a usar o iPad em casa. Rapidinho achei duas funções legais pra ele: YouTube e Skype.
Eu raramente uso o notebook em casa e costumava fazer tudo pelo smartphone. Mas convenhamos, assistir vídeos do YouTube fica muito mais agradável em uma tela maior. Já no caso do Skype, o iPad era o único dispositivo que eu tinha com vídeo chamada. Ele acabou caindo como uma luva e durante muito tempo foi o responsável pelas minhas conversas diárias com minha namorada.
Ok, isso parecida estar funcionando bem até que comprei uma TV Sony Bravia com Skype e YouTube integrados. Quando me dei conta, sem que eu planejasse já estava usando a TV muito mais que o iPad.
Nessa altura do campeonato, o iPad era usado apenas como um browser, desde que eu não me deparasse com um site feito em Flash. Perdi muitas twitcams por isso… rsrs
Aí eu já estava meio p da vida com aquela tábua de bater bife que tinha me custado U$ 700. Eu tinha que fazer valer a pena o investimento. Resolvi editar uns vídeos pro blog usando o iMovie no iPad.
O editor é bem básico, mas quebrava um galho. Para edições simples ou para uma pré-edição ele parecida ser uma boa opção. Ok, lá vamos nós!
O problema é que colocar um vídeo ou foto dentro do iPad é uma das experiências mais horríveis que alguém pode ter. Não é rápido, não é prático. É um Deus nos acuda!
Tentei de tudo… cabo USB, iTunes, Kit Camera Connection, Dropbox, mandinga, vela preta… mas não tinha jeito. Era sempre um sofrimento!
Mesmo assim, editei uns 3 ou 4 vídeos com ele. Com o tempo vi que a facilidade do iMovie era perdida com o trabalho para importar ou exportar um arquivo do iPad.
Como última cartada, eu decidi que o iPad seria o equipamento ideal para levar comigo em viagens. Isso se ele não tivesse um outro problema gravíssimo: fazer um simples post no blog com ele é um parto. Nos diversos aplicativos que testei, escrevi todo o post nele, mas quando publiquei saiu algo totalmente desformatado. Além disso, pra fazer um post com foto eu vivenciava o problema do sistema fechado (de novo!).
Embora o iPad possa atender muita gente esse não é o meu caso. Quase tudo que ele faz, salvo raras exceções (browser), eu prefiro fazer no Nokia N8 ou no N9.
Assumi que comprei o iPad na empolgação e sem necessidade. Pra minha sorte rapidamente achei um comprador pra ele.
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